Sobre o lago profundo
o barco de um outro mundo
imundo
fora do lago profundo
a visão de um outro mundo
imundo
raras pedras
torpes conversas
ao redor do lago profundo
imundo
imundo
afundo
Das noites que caem
sombras das águas saem
Acima do lago profundo
o céu lacrado, apagado
Ao fundo do lago profundo
um sonho calado
encerrado.
Denis Felix
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
sábado, 3 de dezembro de 2011
Poema da raiva
O Poema da Raiva
Enquanto ri das lágrimas alheias, há quem já saiba.
Acha-te tão esperto, tão a altura. Basta! Besta.
Quem és? Ninguém. E gostas disso: aprecias sofrer.
Bastardo. Ridículo. Quam sabe não gostarás destes elogios também?
Comparo-te fácil com milhares. Fingidos, todos. Básico. Bobo.
Agulha para aliviar-se e enquanto deverias sentir vergonha, ri-se.
Mas não te enganes: é um riso amargo que nunca te fará feliz.
Há de entender um dia que és mesmo incomparável: ri sem graça.
Esses bobinhos que choram por ti hoje, amanhã felizes estarão.
E assim como eu que nunca precisei chorar, rirão.
Percebes que vida inútil tens? Nem cem anos glória te trarão.
Realismo. Realidade. Real. Caçoe todos, abençoe a solidão.
Escrito em 19/12/08.
Simone Schuck às 23:56
Enquanto ri das lágrimas alheias, há quem já saiba.
Acha-te tão esperto, tão a altura. Basta! Besta.
Quem és? Ninguém. E gostas disso: aprecias sofrer.
Bastardo. Ridículo. Quam sabe não gostarás destes elogios também?
Comparo-te fácil com milhares. Fingidos, todos. Básico. Bobo.
Agulha para aliviar-se e enquanto deverias sentir vergonha, ri-se.
Mas não te enganes: é um riso amargo que nunca te fará feliz.
Há de entender um dia que és mesmo incomparável: ri sem graça.
Esses bobinhos que choram por ti hoje, amanhã felizes estarão.
E assim como eu que nunca precisei chorar, rirão.
Percebes que vida inútil tens? Nem cem anos glória te trarão.
Realismo. Realidade. Real. Caçoe todos, abençoe a solidão.
Escrito em 19/12/08.
Simone Schuck às 23:56
domingo, 2 de outubro de 2011
"O Tempo e os Conways" - J. B. Priestley
Apresentações: 13 e 14 de Junho de 2011
O texto de J. B. Priestley, datado de 1937, utiliza o recurso do vai-e-vem temporal para fazer uma incursão sobre o envelhecimento: a jovem Kay, no dia de seu aniversário, ambientado em 1919, prevê o futuro, vinte anos depois, vislumbrando como se transformam as pessoas que a rodeiam. Esse movimento possibilita ao autor jogar com as duas faces de cada figura, estabelecendo interessante diagnóstico sobre as personalidades.
Os Conways são gente simples, ainda que ricos, e possuem traços que toda família classe média possui, razão das identificações que o "espetáculo" buscou captar. Exemplo de um teatro realista que facilmente poderia dar a impressão de desgastado, O Tempo e os Conways evidencia como o apuro técnico e artístico nos desempenhos ajuda a ultrapassar a barreira da temporalidade e projetar no presente um enredo capaz de prender o espectador. O exercício de interpretação deu início a um caminho de aprendizado, de errar e aprender com os erros. Nos deu uma noção de coletivo para que possamos dar continuidade ao longo de nossas carreiras, principalmente para aqueles que pretendem segui-la.
Que venham as próximas e que sejam sempre melhores!
Direção: Fernando Nitsch
Escola Teatro Escola Célia Helena
O texto de J. B. Priestley, datado de 1937, utiliza o recurso do vai-e-vem temporal para fazer uma incursão sobre o envelhecimento: a jovem Kay, no dia de seu aniversário, ambientado em 1919, prevê o futuro, vinte anos depois, vislumbrando como se transformam as pessoas que a rodeiam. Esse movimento possibilita ao autor jogar com as duas faces de cada figura, estabelecendo interessante diagnóstico sobre as personalidades.
Os Conways são gente simples, ainda que ricos, e possuem traços que toda família classe média possui, razão das identificações que o "espetáculo" buscou captar. Exemplo de um teatro realista que facilmente poderia dar a impressão de desgastado, O Tempo e os Conways evidencia como o apuro técnico e artístico nos desempenhos ajuda a ultrapassar a barreira da temporalidade e projetar no presente um enredo capaz de prender o espectador. O exercício de interpretação deu início a um caminho de aprendizado, de errar e aprender com os erros. Nos deu uma noção de coletivo para que possamos dar continuidade ao longo de nossas carreiras, principalmente para aqueles que pretendem segui-la.
Que venham as próximas e que sejam sempre melhores!
Direção: Fernando Nitsch
Escola Teatro Escola Célia Helena
Amor de Perdição - Camilo Castelo Branco
Trecho de "Amor de Perdição" - Camilo Castelo Branco
(...)As onze horas em ponto estava Simão encostado á porta do quintal, e a distância convencionada o arreeiro com o cavalo à rédea. A toada da música, que vinha das salas remotas, alvoroçava-o, porque a festa em casa de Tadeu de Albuquerque o surpreendera. No longo termo de três anos nunca ele ouvira música naquela casa. Se ele soubesse o dia natalício de Teresa, espantara-se menos da estranha alegria daquelas salas, sempre fechadas como em dias de mortório. Simão imaginou desvairadamente as quimeras que voejam, ora negras, ora translúcidas, em redor da fantasia apaixonada. Não há baliza racional para as belas, nem para as horrorosas ilusões, quando o amor as inventa. Simão Botelho, com o ouvido colado à fechadura, ouvia apenas o som das flautas, e as pancadas do coração sobressaltado(...)
(...)As onze horas em ponto estava Simão encostado á porta do quintal, e a distância convencionada o arreeiro com o cavalo à rédea. A toada da música, que vinha das salas remotas, alvoroçava-o, porque a festa em casa de Tadeu de Albuquerque o surpreendera. No longo termo de três anos nunca ele ouvira música naquela casa. Se ele soubesse o dia natalício de Teresa, espantara-se menos da estranha alegria daquelas salas, sempre fechadas como em dias de mortório. Simão imaginou desvairadamente as quimeras que voejam, ora negras, ora translúcidas, em redor da fantasia apaixonada. Não há baliza racional para as belas, nem para as horrorosas ilusões, quando o amor as inventa. Simão Botelho, com o ouvido colado à fechadura, ouvia apenas o som das flautas, e as pancadas do coração sobressaltado(...)
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Um pouco de Kusnet. Grande nome no teatro depois de Stanislavski.
Kusnet, Eugênio (1898 - 1975)
Biografia
Eugênio Chamanski Kuznetsov (Rússia 1898 - São Paulo SP 1975). Mais destacado ator de formação stanislavskiana no teatro brasileiro, criador de papéis marcantes e emérito professor de uma geração de atores nos anos 1960 e 1970.
Nascido na região dos Balcãs, emigra para Moscou onde se forma num dos Estúdios ligados a Stanislavski. Trabalha posteriormente no teatro profissional dos chamados 'países limítrofes bálticos'. Emigra para o Brasil em 1926, onde ocupa-se do comércio e aprende a nova língua. O teatro brasileiro das décadas de 1930 e 1940 não lhe oferece condições de atuação. Em 1951, atendendo um convite de Ziembinski integra o elenco de Paiol Velho, de Abílio Pereira de Almeida, produção do Teatro Brasileiro de Comédia - TBC. Neste conjunto Kusnet pode empregar todo seu conhecimento e compartilhar do acabamento artístico e rigor indispensáveis à plena criação de um papel em nível profissional.
Está nos elencos do TBC de 1951 em Seis Personagens à Procura de Um Autor, de Luigi Pirandello, direção de Adolfo Celi, e Convite ao Baile, de Jean Anouilh, dirigido por Luciano Salce. Em 1952, dirige Maria Della Costa em Manequim, de Henrique Pongetti, produção do Teatro Popular de Arte - TPA. Está em cena em Desejo, de Eugene O'Neill, em 1953 e, no ano seguinte, em O Canto da Cotovia, de Jean Anouilh, montagem de Gianni Ratto que inaugura o Teatro Maria Della Costa - TMDC, e se constitui num trunfo artístico para toda a equipe. Em 1956, está de volta ao TBC, agora sob a condução de Maurice Vaneau, diretor recém contratado pela companhia, em A Casa de Chá do Luar de Agosto, de John Patrick. Seu último trabalho no conjunto é como ator em Os Interesses Criados, de Jacinto Benavente, direção de Alberto D'Aversa, em 1957.
No ano seguinte, integra o conjunto artístico do Teatro de Arena, na produção de Eles Não Usam Black-Tie, de Gianfrancesco Guarnieri, destacando-se como o favelado líder operário Otávio, sendo dirigido por José Renato. Ainda em 1958, figura novamente no TPA, em A Alma Boa de Set-Suan, primeira encenação profissional de Bertolt Brecht no Brasil, interpretando brilhantemente na técnica distanciada, sob a condução de Flaminio Bollini. Em Gimba, novo texto de Guarnieri, volta a fazer um favelado, na encenação que revela o talento do jovem diretor Flávio Rangel, em 1959.
Volta a chamar a atenção em A Visita da Velha Senhora, de Dürrenmatt, ao lado de Cacilda Becker, em 1962. Ainda neste ano, passa a integrar o elenco do Teatro Oficina, nas várias produções efetivadas e ministrando aulas, freqüentadas por atores da companhia e elevada parcela da classe teatral paulistana.
No auge de sua carreira, parte para a Rússia para freqüentar cursos de formação de atores, na Escola Estúdio do Teatro de Arte e na Escola Teatral de Stuchkin, anexa ao Teatro Vakhtangov, ocasiões onde aperfeiçoa seu método de criação do papel e adquire novos conhecimentos ligados aos desdobramentos do método de Stanislavski.
Nessa década, são marcantes seus desempenhos em Pequenos Burgueses, de 1963, vivendo o velho Bessemenov; e em 1966, como o patriarca da família aristocrática flagrada em Os Inimigos, 1966, dois textos realistas de Máximo Gorki, ambos encenados por José Celso Martinez Corrêa. Em 1967, faz sua última aparição nos palcos, na vanguardista montagem de Marat-Sade, de Peter Weiss, encenação de Ademar Guerra onde encarna o aristocrata que assiste o julgamento de Marat.
Kusnet lança-se, a partir de então, à pedagogia, escrevendo sucessivamente dois livros: Iniciação à Arte Dramática e Introdução ao Método da Ação Inconsciente. No início dos anos 1970 eles são fundidos e remodelados, com o título de Ator e Método, uma bem lograda síntese de seus ensinamentos extraídos ao longo de anos de dedicação não apenas à criação de papéis como à transmissão de seu método.
Perguntado sobre o que caracteriza uma boa interpretação, conclui: "A impressão de absoluta verdade. Que não se confunde com a mera imitação da realidade. Porque há uma eterna dualidade nas grandes interpretações: o ator tem de criar uma ilusão quase mágica e ao mesmo tempo nunca perder de vista que está num palco. Há dois extremos a serem evitados: o do ator que se entrega emocionalmente de forma absoluta mas realiza um trabalho esteticamente inconvincente; e o do ator que se deixa levar por um excesso de racionalidade, até extinguir totalmente a paixão em seu desempenho".1
Ao apreciar sua trajetória, a crítica Mariangela Alves de Lima comenta: "suas intervenções, como intérprete ou como teórico, foram sempre delicadas, civilizadíssimas, mas incisivas. Tinha horror ao exagero e à gratuidade exibicionista no gesto ou na fala. As inúmeras observações críticas que descrevem as suas qualidades de intérprete são muitas vezes sinônimo de economia. A amplitude de seu ponto de partida, representar 'o rico e complicado interior do homem', permitiu-lhe transitar do repertório europeizado do Teatro Brasileiro de Comédia para os experimentos mais engajados do Teatro Popular de Arte e, finalmente, para os grupos ideológicos que renovaram a cena paulistana e, por extensão, brasileira".
Biografia
Eugênio Chamanski Kuznetsov (Rússia 1898 - São Paulo SP 1975). Mais destacado ator de formação stanislavskiana no teatro brasileiro, criador de papéis marcantes e emérito professor de uma geração de atores nos anos 1960 e 1970.
Nascido na região dos Balcãs, emigra para Moscou onde se forma num dos Estúdios ligados a Stanislavski. Trabalha posteriormente no teatro profissional dos chamados 'países limítrofes bálticos'. Emigra para o Brasil em 1926, onde ocupa-se do comércio e aprende a nova língua. O teatro brasileiro das décadas de 1930 e 1940 não lhe oferece condições de atuação. Em 1951, atendendo um convite de Ziembinski integra o elenco de Paiol Velho, de Abílio Pereira de Almeida, produção do Teatro Brasileiro de Comédia - TBC. Neste conjunto Kusnet pode empregar todo seu conhecimento e compartilhar do acabamento artístico e rigor indispensáveis à plena criação de um papel em nível profissional.
Está nos elencos do TBC de 1951 em Seis Personagens à Procura de Um Autor, de Luigi Pirandello, direção de Adolfo Celi, e Convite ao Baile, de Jean Anouilh, dirigido por Luciano Salce. Em 1952, dirige Maria Della Costa em Manequim, de Henrique Pongetti, produção do Teatro Popular de Arte - TPA. Está em cena em Desejo, de Eugene O'Neill, em 1953 e, no ano seguinte, em O Canto da Cotovia, de Jean Anouilh, montagem de Gianni Ratto que inaugura o Teatro Maria Della Costa - TMDC, e se constitui num trunfo artístico para toda a equipe. Em 1956, está de volta ao TBC, agora sob a condução de Maurice Vaneau, diretor recém contratado pela companhia, em A Casa de Chá do Luar de Agosto, de John Patrick. Seu último trabalho no conjunto é como ator em Os Interesses Criados, de Jacinto Benavente, direção de Alberto D'Aversa, em 1957.
No ano seguinte, integra o conjunto artístico do Teatro de Arena, na produção de Eles Não Usam Black-Tie, de Gianfrancesco Guarnieri, destacando-se como o favelado líder operário Otávio, sendo dirigido por José Renato. Ainda em 1958, figura novamente no TPA, em A Alma Boa de Set-Suan, primeira encenação profissional de Bertolt Brecht no Brasil, interpretando brilhantemente na técnica distanciada, sob a condução de Flaminio Bollini. Em Gimba, novo texto de Guarnieri, volta a fazer um favelado, na encenação que revela o talento do jovem diretor Flávio Rangel, em 1959.
Volta a chamar a atenção em A Visita da Velha Senhora, de Dürrenmatt, ao lado de Cacilda Becker, em 1962. Ainda neste ano, passa a integrar o elenco do Teatro Oficina, nas várias produções efetivadas e ministrando aulas, freqüentadas por atores da companhia e elevada parcela da classe teatral paulistana.
No auge de sua carreira, parte para a Rússia para freqüentar cursos de formação de atores, na Escola Estúdio do Teatro de Arte e na Escola Teatral de Stuchkin, anexa ao Teatro Vakhtangov, ocasiões onde aperfeiçoa seu método de criação do papel e adquire novos conhecimentos ligados aos desdobramentos do método de Stanislavski.
Nessa década, são marcantes seus desempenhos em Pequenos Burgueses, de 1963, vivendo o velho Bessemenov; e em 1966, como o patriarca da família aristocrática flagrada em Os Inimigos, 1966, dois textos realistas de Máximo Gorki, ambos encenados por José Celso Martinez Corrêa. Em 1967, faz sua última aparição nos palcos, na vanguardista montagem de Marat-Sade, de Peter Weiss, encenação de Ademar Guerra onde encarna o aristocrata que assiste o julgamento de Marat.
Kusnet lança-se, a partir de então, à pedagogia, escrevendo sucessivamente dois livros: Iniciação à Arte Dramática e Introdução ao Método da Ação Inconsciente. No início dos anos 1970 eles são fundidos e remodelados, com o título de Ator e Método, uma bem lograda síntese de seus ensinamentos extraídos ao longo de anos de dedicação não apenas à criação de papéis como à transmissão de seu método.
Perguntado sobre o que caracteriza uma boa interpretação, conclui: "A impressão de absoluta verdade. Que não se confunde com a mera imitação da realidade. Porque há uma eterna dualidade nas grandes interpretações: o ator tem de criar uma ilusão quase mágica e ao mesmo tempo nunca perder de vista que está num palco. Há dois extremos a serem evitados: o do ator que se entrega emocionalmente de forma absoluta mas realiza um trabalho esteticamente inconvincente; e o do ator que se deixa levar por um excesso de racionalidade, até extinguir totalmente a paixão em seu desempenho".1
Ao apreciar sua trajetória, a crítica Mariangela Alves de Lima comenta: "suas intervenções, como intérprete ou como teórico, foram sempre delicadas, civilizadíssimas, mas incisivas. Tinha horror ao exagero e à gratuidade exibicionista no gesto ou na fala. As inúmeras observações críticas que descrevem as suas qualidades de intérprete são muitas vezes sinônimo de economia. A amplitude de seu ponto de partida, representar 'o rico e complicado interior do homem', permitiu-lhe transitar do repertório europeizado do Teatro Brasileiro de Comédia para os experimentos mais engajados do Teatro Popular de Arte e, finalmente, para os grupos ideológicos que renovaram a cena paulistana e, por extensão, brasileira".
sexta-feira, 11 de março de 2011
Meu nome é Caio F.
Meu nome é Caio F. Moro no segundo andar, mas nunca encontrei você na escada
Preciso de alguém, e é tão urgente o que digo. Perdoem excessivas, obscenas carências, pieguices, subjetivismos, mas preciso tanto e tanto. Perdoem a bandeira desfraldada, mas é assim que as coisas são-estão dentro-fora de mim: secas. Tão só nesta hora tardia - eu, patético detrito pós-moderno com resquícios de Werther e farrapos de versos de Jim Morrison, Abaporu heavy-metal -, só sei falar dessas ausências que ressecam as palmas das mãos de carícias não dadas.
Preciso de alguém que tenha ouvidos para ouvir, porque são tantas histórias a contar. Que tenha boca para, porque são tantas histórias para ouvir, meu amor. E um grande silêncio desnecessário de palavras. Para ficar ao lado, cúmplice, dividindo o astral, o ritmo, a over, a libido, a percepção da terra, do ar, do fogo, da água, nesta saudável vontade insana de viver. Preciso de alguém que eu possa estender a mão devagar sobre a mesa para tocar a mão quente do outro lado e sentir uma resposta como - eu estou aqui, eu te toco também. Sou o bicho humano que habita a concha ao lado da conha que você habita, e da qual te salvo, meu amor, apenas porque te estendo a minha mão.
No meio da fome, do comício, da crise, no meio do vírus, da noite e do deserto - preciso de alguém para dividir comigo esta sede. Para olhar seus olhos que não adivinho castanhos nem verdes nem azuis e dizer assim: que longa e áspera sede, meu amor. Que vontade, que vontade enorme de dizer outra vez meu amor, depois de tanto tempo e tanto medo. Que vontade escapista e burra de encontrar noutro olhar que não o meu próprio - tão cansado, tão causado - qualquer coisa vasta e abstrata quanto, digamos assim, um Caminho. Esse, simples mas proibido agora: o de tocar no outro. Querer um futuro só porque você estará lá, meu amor. O caminho de encontrar num outro humano o mais humilde de nós. Então direi da boca luminosa de ilusão: te amo tanto. E te beijarei fundo molhado, em puro engano de instantes enganosos transitórios - que importa?
(Mas finjo de adulto, digo coisas falsamente sábias, faço caras sérias, responsáveis. Engano, mistifico. Disfarço esta sede de ti, meu amor que nunca veio - viria? virá? - e minto não, já não preciso.)
Preciso sim, preciso tanto. Alguém que aceite tanto meus sonos demorados quanto minhas insônias insuportáveis. Tanto meu ciclo ascético Francisco de Assis quanto meu ciclo etílico bukovskiano. Que me desperte com um beijo, abra a janela para o sol ou a penumbra. Tanto faz, e sem dizer nada me diga o tempo inteiro alguma coisa como eu sou o outro ser conjunto ao teu, mas não sou tu, e quero adoçar tua vida. Preciso do teu beijo de mel na minha boca de areia seca, preciso da tua mão de seda no couro da minha mão crispada de solidão. Preciso dessa emoção que os antigos chamavam de amor, quando sexo não era morte e as pessoas não tinham medo disso que fazia a gente dissolver o próprio ego no ego do outro e misturar coxas e espíritos no fundo do outro-você, outro-espelho, outro-igual-sedento-de-não-solidão, bicho-carente, tigre e lótus. Preciso de você que eu tanto amo e nunca encontrei. Para continuar vivendo, preciso da parte de mim que não está em mim, mas guardada em você que eu não conheço.
Tenho urgência de ti, meu amor. Para me salvar da lama movediça de mim mesmo. Para me tocar, para me tocar e no toque me salvar. Preciso ter certeza que inventar nosso encontro sempre foi pura intuição, não mera loucura. Ah, imenso amor desconhecido. Para não morrer de sede, preciso de você agora, antes destas palavras todas cairem no abismo dos jornais não lidos ou jogados sem piedade no lixo. Do sonho, do engano, da possível treva e também da luz, do jogo, do embuste: preciso de você para dizer eu te amo outra e outra vez. Como se fosse possível, como se fosse verdade, como se fosse ontem e amanhã.
(Caio Fernando Abreu - Crônica publicada no “Estadão” Caderno 2 de 29/07/87)
Preciso de alguém, e é tão urgente o que digo. Perdoem excessivas, obscenas carências, pieguices, subjetivismos, mas preciso tanto e tanto. Perdoem a bandeira desfraldada, mas é assim que as coisas são-estão dentro-fora de mim: secas. Tão só nesta hora tardia - eu, patético detrito pós-moderno com resquícios de Werther e farrapos de versos de Jim Morrison, Abaporu heavy-metal -, só sei falar dessas ausências que ressecam as palmas das mãos de carícias não dadas.
Preciso de alguém que tenha ouvidos para ouvir, porque são tantas histórias a contar. Que tenha boca para, porque são tantas histórias para ouvir, meu amor. E um grande silêncio desnecessário de palavras. Para ficar ao lado, cúmplice, dividindo o astral, o ritmo, a over, a libido, a percepção da terra, do ar, do fogo, da água, nesta saudável vontade insana de viver. Preciso de alguém que eu possa estender a mão devagar sobre a mesa para tocar a mão quente do outro lado e sentir uma resposta como - eu estou aqui, eu te toco também. Sou o bicho humano que habita a concha ao lado da conha que você habita, e da qual te salvo, meu amor, apenas porque te estendo a minha mão.
No meio da fome, do comício, da crise, no meio do vírus, da noite e do deserto - preciso de alguém para dividir comigo esta sede. Para olhar seus olhos que não adivinho castanhos nem verdes nem azuis e dizer assim: que longa e áspera sede, meu amor. Que vontade, que vontade enorme de dizer outra vez meu amor, depois de tanto tempo e tanto medo. Que vontade escapista e burra de encontrar noutro olhar que não o meu próprio - tão cansado, tão causado - qualquer coisa vasta e abstrata quanto, digamos assim, um Caminho. Esse, simples mas proibido agora: o de tocar no outro. Querer um futuro só porque você estará lá, meu amor. O caminho de encontrar num outro humano o mais humilde de nós. Então direi da boca luminosa de ilusão: te amo tanto. E te beijarei fundo molhado, em puro engano de instantes enganosos transitórios - que importa?
(Mas finjo de adulto, digo coisas falsamente sábias, faço caras sérias, responsáveis. Engano, mistifico. Disfarço esta sede de ti, meu amor que nunca veio - viria? virá? - e minto não, já não preciso.)
Preciso sim, preciso tanto. Alguém que aceite tanto meus sonos demorados quanto minhas insônias insuportáveis. Tanto meu ciclo ascético Francisco de Assis quanto meu ciclo etílico bukovskiano. Que me desperte com um beijo, abra a janela para o sol ou a penumbra. Tanto faz, e sem dizer nada me diga o tempo inteiro alguma coisa como eu sou o outro ser conjunto ao teu, mas não sou tu, e quero adoçar tua vida. Preciso do teu beijo de mel na minha boca de areia seca, preciso da tua mão de seda no couro da minha mão crispada de solidão. Preciso dessa emoção que os antigos chamavam de amor, quando sexo não era morte e as pessoas não tinham medo disso que fazia a gente dissolver o próprio ego no ego do outro e misturar coxas e espíritos no fundo do outro-você, outro-espelho, outro-igual-sedento-de-não-solidão, bicho-carente, tigre e lótus. Preciso de você que eu tanto amo e nunca encontrei. Para continuar vivendo, preciso da parte de mim que não está em mim, mas guardada em você que eu não conheço.
Tenho urgência de ti, meu amor. Para me salvar da lama movediça de mim mesmo. Para me tocar, para me tocar e no toque me salvar. Preciso ter certeza que inventar nosso encontro sempre foi pura intuição, não mera loucura. Ah, imenso amor desconhecido. Para não morrer de sede, preciso de você agora, antes destas palavras todas cairem no abismo dos jornais não lidos ou jogados sem piedade no lixo. Do sonho, do engano, da possível treva e também da luz, do jogo, do embuste: preciso de você para dizer eu te amo outra e outra vez. Como se fosse possível, como se fosse verdade, como se fosse ontem e amanhã.
(Caio Fernando Abreu - Crônica publicada no “Estadão” Caderno 2 de 29/07/87)
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Assistindo a morte
Esse é um tema que detesto colocar em pauta, principalmente num recurso que criei para que fosse de uso leve e descontraido, mas se há uma coisa que ainda me assusta, apesar de todas as crenças, convicções e pq não dizer "achismos" que tenho, essa "coisa" se chama morte. Não gasto muito tempo tentando entender pra onde vamos, se sofremos, se apagamos ou renascemos, apesar de querer acreditar na última teoria (e de fazer meu TCC há alguns anos atrás com esse tema), mas ela é mais questionada por mim do que a própria vida (que tambem é misteriosa em certo ponto). O engraçado é que não penso na minha própria morte, já pensei sim, como todo mundo pensa um dia, mas questiono principalmente a morte alheia, de pessoas próximas e queridas. Sem querer, me pego viajando nas possibilidades e nas mais loucas criações (da minha imaginação) e quem me garante que elas não fazem sentido? Pelo menos pra quem quer acreditar que apesar da dor, está tudo bem. A minha indignação na verdade, se é que posso dizer assim, é o ritual a que todos, ou pelo menos grande parte da população já presenciou que é o velório e o funeral em seu sentido completo. Pq ainda cultuamos um corpo morto? Seria esse ritual necessário ou apenas cultural? Seja lá o que for, não entendo desde criança pq temos que "admirar" o corpo de quem já não respira, não pensa, não está alí. Isso sempre foi pra mim uma prolongação da dor, instantes eternos para que a faca que já está no peito, seja enterrada ainda mais, com requintes de crueldade. Isso não é um desabafo e sim um questionamento, não quero e nem tenho a pretenção de mudar a história e o estilo de velar os mortos ou até levantar a bandeira para o fim disso tudo, me questiono tambem ao fato de comparecer ou não a esses rituais dolorosos, que diferença faz? Será que pega mal perante a sociedade? O amor vai mudar? É uma forma de respeito e última homenagem? Talvez seja tudo isso junto, mas pra mim ainda não serve como conclusão e tampouco me ajuda a encarar essas coisas com mais naturalidade partindo do primeiro instante (o de não saber o que dizer nessas horas, por exemplo). Vi tantas pessoas, conhecidas, amadas, ou não, limitadas num espaço ridículo de um caixote de madeira, fino ou sem luxo algum, sem nada pra oferecer em troca, simplesmente prostradas a mercê da compaixão alheia, da pena, do sofrimento. São horas que não acabam, são instantes de agonia e de apreensão ininterrupta. Daqui pra frente vou tentar poupar meu sofrimento e tentar manter quem eu amo da maneira mais viva na minha cabeça possível, vou tentar não guardar uma fisionomia apática e evitar pensar que o sangue que algum dia correu pelas veias das pessoas queridas, coagulou e que a carne congelou. Me desculpem o papo mega pesado, mas senti vontade de falar sobre isso agora e tentar compartilhar com meus amigos a minha dor de mais uma vez perder uma pessoa querida que teve uma presença (viva) que nunca, jamais vou esquecer. A única pessoa que até hoje, vi morrer de amor. Descanse em paz tia querida, vou pensar em vc como sempre foi e tentar apagar da cabeça o que vc deixou de ser. Te amo!
Quero vc viva na minha memória, nas minhas doces lembranças, pq tenho que ver seu rosto congelado e seu semblante distante? Quero as pessoas vivas, perto ou longe, aqui ou seja lá onde for!
Quero vc viva na minha memória, nas minhas doces lembranças, pq tenho que ver seu rosto congelado e seu semblante distante? Quero as pessoas vivas, perto ou longe, aqui ou seja lá onde for!
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
MADONNA VS MAGALI
Quem já viu a famosa Magali da Loja dançando com pilha Duracell, agora terá a oportunidade de saber em quem ela realmente se inspirou para seus frenéticos passinhos!
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Comédia MTV
Há um tempo atrás, estava com uma amiga no bar Parlapatões, um lugar que frequento bastante. Num certo momento da noite, essa minha amiga pediu para que um tal de Paulinho Serra pousasse com ela para uma foto e ele o fez com muita simpatia. Minutos depois fui até o balcão do bar pegar uma cerveja e uma presença muito peculiar me chamou atenção ao meu lado, uma garota baixinha, cabelos longos e pretos, pele bem branca e aparentemente um tanto quanto "não fala comigo que eu não vou te dar bola". Nunca pedi autógrafo pra ninguém, tb nunca pedi uma foto ou algo do tipo, mas não pq nunca faria e sim pq não me deu vontade qd encontrava artistas e isso acontece bastante, sempre cruzo com alguém famoso nas festas que frequento e ainda não rolou interesse ou pelo menos empolgação, pois não trombei com ninguém que considero FODA, quer dizer...sabe aquela garota baixinha no balcão do Parla? Se a encontrasse hoje, pediria pra ela autografar meu corpo todo e iria gastar a bateria da minha camera em um instante! Pois é, essa é mais uma prova que trombo com as pessoas certas nas horas erradas, mas isso é uma outra conversa. Há alguns meses me interessei e MUITO pelo trabalho desses grandes comediantes que inclui no elenco Talita Werneck, Dani Calabresa, Paulinho Serra, Fábio Rabin, Rafael Queiroga, Bento Ribeiro, Guilherme Santana, Marcelo Adnet e Rodrigo Capella. Esses autografos todos que pediria, não seriam pela fama e exposição e sim pelo trabalho mesmo, pelo humor ácido e inteligente desse pessoal que faz meus dias mais felizes! Assisto sempre no youtube ou na própria programação da MTV qd tenho tempo. É desse tipo de comédia que a gente precisa e eles a fazem com...esqueci a palavra (mas é coisa boa). Tata Werneck é pra mim o símbolo da comédia contemporanea, é uma atriz multifacetada, encanta e faz a galera se mijar de rir com todas as suas personagens marcantes, quem nunca teve caimbra na barriga de tanto rir da "beleza rústica" da Fernandona? Sempre me pego declamando as poesias de Patrícia Poeta e tentando entender o que se passa com a Odete mulher de Venceslau! Quem me dera chegar um dia aos pés desses monstros!!! Vida eterna ao Comédia MTV! Long Live Tatá!!!
"Neymar, Ney Matogrosso, Niemier, Ney, Ney, Ney, eu sei, eu sei, eu sei...hey, onde está tu? Estou comigo e ti? Também estou!...Hey...hey anjo torto que pisou em minha vida e que pisou em mim e que fizeste de mim um anjo e um arcanjo dourado preso em ti, preso na democracia, preso no amor."
"Fogo, fogo, fogo, olho o fogo da foca da figueira, não fode foca! Mas cadê tu? Estou aqui com a faca do fogo do Botafogo. Botafoguense, a foca foguense, fogueira da foca, da foca fudida."
Patrícia Poeta
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Magali Fritando!!!!
Cara, pra mim esse é o vídeo da semana!!! Essa mina na pele da Magali esbanjando sensualidade no estilo rave é hilário!!!
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Eu que fiz! Rs...
Todo mundo sabe o quanto gosto de editar videos, não só de aparecer neles...
Tenho um programa simples mas que tem um monte de recursos legais que eu gosto e esse é o primeiro post onde exponho "meu trabalho". Ultimamente me inspirei excessivamente e fiz um monte deles e nesse primeiro video há imagens de ensaios no Célia, coisas bebadas junto a amigos igualmente na mesma situação e alguns lugares mundo afora por onde me meti!
Tenho um programa simples mas que tem um monte de recursos legais que eu gosto e esse é o primeiro post onde exponho "meu trabalho". Ultimamente me inspirei excessivamente e fiz um monte deles e nesse primeiro video há imagens de ensaios no Célia, coisas bebadas junto a amigos igualmente na mesma situação e alguns lugares mundo afora por onde me meti!
sábado, 15 de janeiro de 2011
Divulgando mais coisa boa!!! - Pousada Vila Khepri
Quero agora divulgar uma hospedaria que é a mais linda e a mais friendly de todas em Gonçalves (Sul de Minas). Não divulgaria se não tivesse passado por lá ou tivesse certeza de que é tão boa qt a propaganda sugere, quer dizer, divulgaria de qq forma, pois é de duas amigas que AMO e confio muito, não só amigavelmente falando, mas tb pelo bom gosto e hospitalidade!!! Há um tempo fui visitar a tal hospedaria e ME APAIXONEI por tudo, pelo local em si e pela belíssima vida natural que acerca, pra quem gosta de curtir a natureza, Vila Khepri é O local! "muita natureza, caminhadas, passeios, cachoeiras, pássaros, flores, comidinha caseira, simpatia mineira...." Vivi experiências nesse paraíso que jamais esquecerei. De verdade!!! Para mais informações, acessem o blog http://hospedariavilakhepri.blogspot.com/ e não percam a oportunidade ÚNICA de estar mais perto da natureza do que nunca! Bjos a Lu e Lele!
Design do Blog
Lendo um dos meus posts, percebi algo um tanto qt irritante! Pois bem, li tudo e ao final fiquei com aquela sensação de que olhei fixamente para a luz por horas e várias listras brancas permaneceram nos meus olhos e continuaram a me irritar por um certo tempo! será que é culpa do design ou das insformações? Please, faça o teste e let me know! Quero saber se isso acontece com todo mundo! Thanx! XX
A córnea
É a parte da frente do olho, onde vemos o branco do olho e a íris. A córnea normal é transparente e esférica.
O cristalino
É uma lente gelatinosa, elástica e
convergente que focaliza a luz que entra no olho, formando imagens na retina. A distância focal do cristalino é modificada por movimentos de um anel de músculos, os músculos ciliares, permitindo ajustar a visão para objetos próximos ou distantes. Isso se chama de acomodação do olho à distância do objeto.
A convergência correta do cristalino faz com que a imagem de um objeto, formada na retina, fique nítida e bem definida. Se for maior ou menor que a necessária, a imagem fica fora de foco, como se costuma dizer.
P.S. Nossos olhos são instrumentos maravilhosos mas, de vez em quando, se juntam ao nosso cérebro para nos enganar. Sabendo disso, não acredite piamente quando alguém lhe jurar que viu discos voadores, almas do outro mundo ou lobisomens. Mesmo se a pessoa for sincera e honesta é quase certo que tenha sido enganada por uma ilusão de ótica.
A córnea
É a parte da frente do olho, onde vemos o branco do olho e a íris. A córnea normal é transparente e esférica.
O cristalino
É uma lente gelatinosa, elástica e
convergente que focaliza a luz que entra no olho, formando imagens na retina. A distância focal do cristalino é modificada por movimentos de um anel de músculos, os músculos ciliares, permitindo ajustar a visão para objetos próximos ou distantes. Isso se chama de acomodação do olho à distância do objeto.
A convergência correta do cristalino faz com que a imagem de um objeto, formada na retina, fique nítida e bem definida. Se for maior ou menor que a necessária, a imagem fica fora de foco, como se costuma dizer.
P.S. Nossos olhos são instrumentos maravilhosos mas, de vez em quando, se juntam ao nosso cérebro para nos enganar. Sabendo disso, não acredite piamente quando alguém lhe jurar que viu discos voadores, almas do outro mundo ou lobisomens. Mesmo se a pessoa for sincera e honesta é quase certo que tenha sido enganada por uma ilusão de ótica.
How much is too much?
Uma questão discutida em sala de aula me fez pensar na seguinte questão: How much is too much? - Quanto é muito? É engraçado ver que as pessoas nem pensam nisso diariamente ou nem sequer se preocupam pra falar a verdade, vc já parou pra pensar no que é fútil ter ou fazer e o que não é? Um tenis de R$ 500,00 é muito pra vc? Comer fora todos os dias? Sair todo final de semana? Já fizeram uma tabela do quanto gastam por mês? Bem, pra minha humilde conclusão, o que é muito pra vc, é pouco pra mim e as vezes, o que é pouco pra vc, é muito pra mim MSM!!! Uma grande amiga fez no final do ano passado uma certa "loucura" no dia do seu aniversário, alugou uma limousine pra simplesmente leva-la até a porta da balada e acreditem, foi sim uma pequena fortuna, que no meu caso, ajudaria em muuuuita bebida por diversos sábados ou domingos! Mas pare e pense, quantas vezes faz aniversário por ano...não seria justo lhe dar esse presente pelo menos uma vez (se obviamente isso fosse importante e interessante pra vc, claro). Se parar pra pensar nessa grana que ela gastou na Limousine para todos os seus finais de semana, claro que soará caro e tal, mas é só não pensar dessa forma, pense que esse seria seu presente pra vc próprio! E ela se DIVERTIU muito!!! Uma mulher ou até mesmo um cara que passou de uma certa idade e tem muuuuita preocupação com sua beleza estética, se olha no espelho e percebe que sua aparência não está "de acordo" e que pode melhorar...botox seria algo que vc julgaria fora de questão? Bom, quero deixar aqui bem claro que sou 100% a favor de cirurgias reparadoras! Plástica em geral e não julgo quem as faz, não mesmo! Quer dizer, contanto que nunca deixem seu próprio rosto bem parecido com a de um travesseiro, uma esponja ou da Elza Soares... Mas essa é uma outra questão...LOL! Enfim, fiquei pensando e me culpei um pouco pelas loucuras que já fiz com dinheiro, no que já gastei e no que nunca apliquei, mas ao colocar no papél tudo isso, somei muita diversão e boas memórias. Mas pra concluir e fazer a pergunta que eu realmente gostaria de fazer depois dessa enrolação toda, queria tanto comprar um i pad, será que compro ou é a little too much pra quem tem uma facu pra pagar todo mês? kkkkkkkkkkkkk............
Carta Leiloada
O site de leilões Profile in History tem a disposição para venda uma carta escrita por Madonna nos anos 90 dando sua ajuda para evitar a disseminação da AIDS.
Trata-se de um recado que viria junto de algum livro, cujo lance inicial varia de 600 a 800 dólares. O curioso é que não há detalhes de ano e de onde essa carta surgiu. Acompanhe abaixo:
"No último ano meu melhor amigo morreu de AIDS. Vendo ele morrer foi a experiência mais assustadora da minha vida. No momento não há cura para AIDS mas há uma maneira de que ela não se espalhe. Não deixe que o medo lhe impeça de conhecer os fatos. Leia esse livo - e depois repasse ao seu melhor amigo. Poderá salvar a vida dele ou dela... poderá salvar a sua própria. Com amor, Madonna"
Fonte: madonnaonline
Trata-se de um recado que viria junto de algum livro, cujo lance inicial varia de 600 a 800 dólares. O curioso é que não há detalhes de ano e de onde essa carta surgiu. Acompanhe abaixo:
"No último ano meu melhor amigo morreu de AIDS. Vendo ele morrer foi a experiência mais assustadora da minha vida. No momento não há cura para AIDS mas há uma maneira de que ela não se espalhe. Não deixe que o medo lhe impeça de conhecer os fatos. Leia esse livo - e depois repasse ao seu melhor amigo. Poderá salvar a vida dele ou dela... poderá salvar a sua própria. Com amor, Madonna"
Fonte: madonnaonline
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Divulgando
Olá atores ou pessoas que amam teatro e arte em geral, estou aqui pra divulgar o trabalho de um amigo que acho incrível e de muito conteúdo! Ele posta sempre em seu blog http://www.ciaclavan.blogspot.com/ críticas de muita coisa boa na área, de música a livros, de peças a filmes, etc...além de ser um excelente diretor até onde conheço de seu trabalho. Se trata de um diretor que já fez muitos trabalhos bons e atualmente tem se juntado aos internautas com novidades e curtas. Tudo o que precisa fazer pra conhecer o trabalho desse gênio é visitar seu blog e vasculhar cada página sem pressa! Acessem, divirtam-se e comentem o trabalho do meu grande amigo Edson!
US TV: Family Guy does Ray of Light
Um recente episódio de Family Guy foi ao ar nos Estados Unidos essa semana e o personagem Peter Griffin faz a performance do video Ray of Light da Madonna depois de tomar um Red Bull!!! Idêntico e hilário!!!!
O mistério dos números repetidos
Uma grande amiga minha, cuja identidade irei ocultar para preservar sua própria segurança rsrsrsrs...levantou recentemente uma importante questão: O mistério dos números repetidos! Sua vida tem sido perseguida pelos benditos números e, por uma questão de força cósmica periclitante ou algo do tipo, super tem acontecido comigo TB! Assistimos os dois a um filme chamado Contato de 4° Grau (The Fourth Kind - Título em inglês)e nele a repetição de números, ou seja, do horário 3:33 a.m. é explorado de uma forma que...dá medo! Após muitas pesquisas para chegar a uma conclusão sobre esse fenômeno, acabei me frustrando, pois nunca cheguei a nenhum resultado plausível e concreto, então, decidi eu próprio analisar o fato da minha maneira e acreditem, a teoria da relatividade fica no chinelo perto dela! kkkkkkkkkkkkk...minha tese foi motivo de chacota pelos meus próprios amigos, mas...Albert Einsten tb foi julgado, criticado e laughed at e...se tornou O cientista! Hehehehe...amigos, não riam, mas sou a reencarnação de Sigmund Freud com Nostradamus themselves! Seguinte: Os números repetidos revelam um detalhe sobre a própria personalidade e que simbolizam a necessidade de padronizar as coisas, por exemplo, qd vc toma café e serve para suas visitas, quer que as xícaras sejam as mesmas e por essa necessidade estar tão eminente em seu subinconsciente, seu cérebro via torrentes de energias, as quais são "desconhecidas" por vc, te conduzem a observar apenas o que é padrão, ou pelo menos dão enfaze nessa observação de repetições. É óbvio que vc tb vê os números 3:32, 5:57 ou R$ 33,34, mas o que mais te chama atenção são os números repetidos e é apenas neles que vc transmite o grau total de sua atenção. Mas tb pode ser sinal de que vai morrer, sei lá! kkkkkkkkkkkkkkk...Entendeu Moara? PRONTOFALEI!
Foto do post anterior...
Old School tudo!
Se tem uma coisa fútil que me deixa sem piscar por horas na frente do computador, isso se chama Old School Stuff! Eu sei, eu sei...vá ler um livro, vá trabalhar, vá fazer algo de útil...MAS FAÇO TUDO ISSO plus fuçar coisas que fizeram parte da minha infância (não devemos negar que é SIM algo importante na vida de qq um, não tô dizendo que vasculhar o passado é importante, msm pq vivo de presente e futuro, mas quem não gosta de relembrar certas coisas, como por exemplo, o tennis da moda nos anos 80, as músicas inquietantes dos 90, além de seriados, desenhos animados, doces, balas, filmes, brinquedos...). Esse ato de pesquisar seu próprio passado e o passado de uma geração tão feliz, é CULTURA sim!!!! Hahahaha...Anos 80, desculpem os mais velhos ou os mais novos, mas essa foi A década!!! Quem nunca ouviu ou cantarolou Holiday da Madonna ou Billy Jean do Michael Jackson? Quem nunca ouviu falar de Thunder Cats e Get Along Gang (Nossa Turma)? Alguém aí nunca dançou Everybody Dance Now? Não vou dizer que os anos 90 não foram importantes pra mim, mesmo pq descobri tudo que era errado e divertido nessa mesma época, primeiro porre, primeiro cigarro, primeira baladinha matinê, primeira F..., Playcenter, amigos inseparaveis que nunca mais vi...tenho sim boas recordações dos 90, mas nada me tira da cabeça os bailinhos de garagem que minha irmã (já adolescente) me levava! Claro que a moda não era lá essas coisas de bonita, principalmete para cortes der cabelos, mas todo mundo vê os anos 80 voltando a todo instante, o Ray Ban retrô é uma prova disso e uma das minhas maiores paixões tb. Perdi um lindaço na praia, mas essa é uma história triste que não gostaria de relembrar nesse momento! OS BRINQUEDOS! Ah, os brinquedos!!! Esses sim duravam e duram até hj, tenho algumas coisas daquela época, como o Neb (aquele ET que tinha tudo dentro e vinha com uma gosma verde), alguns ainda estão intactos, outros estão como as ruínas da Grécia, pois passaram pelas mãos do meu sobrinho rsrsrsrsrs...Quem nunca fez calo nos pés com o Pogo ball? Lembram-se do Lango Lango? Puta bonequinhos feios, sem nenhuma tecnologia, mas muito legais pra brincar!!! Nunca tive um, mas pegava sempre o da minha prima e passava o dia fazendo aquele monstrenguinho feio socar o ar e as vezes a minha própria prima! Sou apaixonado pelo cubo mágico e tenho um, pois ganhei de uma amiga recentemente e desde a década de 80, consegui colocar as cores em ordem uma única vez (após ter lido o serial). Tinhamos pouco, mas tinhamos tudo naquela época, pouca tecnologia, porém muita, mas muita diversão, ATIVIDADE e conhecimento, coisa que as máquinas fazem hj tb, porém zooming into speed and confusion. Não desconsidero nenhuma época, mas se pudesse voltar no tempo por um dia apenas, voltaria a 1985, 86, 87 ou 88... pra mascar Ploc, brincar de Pogo ball até fazer calo nos pés, socar a cara da minha prima com o Lango Lango dela, assistir Armação Ilimitada e Magaiver, cortar o cabelo estilo Chitãozinho e Xororó, usar meu Ray Ban sem ser retrô, calçar meu Bamba, lutar igual ao Jaspion, trocar garrafas por pintinhos, abrir uma revista Manchete e ir para os bailes de garagem com a minha irmã!!!
Felix the Cat
Digamos que há uma década passada o desenho animado que mais me encantava era o Gato Félix, o felino tinha tudo naquela maleta e resolvia qq parada. Ele era O gato! Anos depois fiz uma grande descoberta, meu pai se chama Jose FELIX!!! Qd criança não prestava atenção nessas coisas, pai era pai e pronto! Mas que ironia, alguém da minha família tem o nome do meu cartoon predileto e EU NÃÃÃO!!! Mas no mundo artístico, é possível ter ou acrescentar outros nomes, por isso, aproveitando o gancho da minha escolha profissional daqui pra frente...prazer, sou Denis Felix! Ah! Outra coincidência: ele é um gato! Rsrsrsrs...
P.S. Esse tópico é só pra explicar o nome do Blog e pra ser uma deixa pro próximo post que será sobre old school cartoons and more, dependendo, é claro, da minha inspiração! Lol!
P.S. Esse tópico é só pra explicar o nome do Blog e pra ser uma deixa pro próximo post que será sobre old school cartoons and more, dependendo, é claro, da minha inspiração! Lol!
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Cachorro perdido na enchente :(
Hj uma cena muito triste foi ao ar em vários canais de televisão do Brasil e do mundo, o caos das enchentes em São Paulo, sem falar sobre a grande tragédia até agora no Rio e a calamidade que já toma conta do mundo por culpa das provocações já feitas a natureza de longa data. Mas o que gostaria de ressalatar nesse post é o triste destino do cachorrinho que escapou das mãos de sua dona numa tentativa frustrante de resgate. Pra mim, uma cena que não vai sair da cabeça tão cedo, principalmete pelo fato de confiar mais neles que em certos seres humanos...mas um fato dessa notícia foi ainda mais interessante! PQ O FILHO DA PUTINHA mordeu o braço da dona enquanto ela tentava salva-lo? kkkkkkkkkkkk...pobre cão :(
Por Fernanda Franco (da Redação)
"Uma mulher foi flagrada no telhado de uma casa tentando se salvar junto com seu cãozinho durante as enchentes, em São José do Vale do Rio Preto, no RJ, nesta quarta-feira (12).
Cercada pelas águas do rio que corta a cidade, ela abraçou o animal e se jogou na água. Ela foi salva após ser içada para um outro prédio, por um grupo de pessoas, no entanto o cão acabou se soltando de seus braços e desaparecendo na correnteza.
Muitos outros animais morreram com a tragédia causada pelas chuvas na região serrana do Rio de Janeiro, mas, infelizmente, essas mortes, como sempre, não estão sendo contabilizadas".
"Uma mulher foi flagrada no telhado de uma casa tentando se salvar junto com seu cãozinho durante as enchentes, em São José do Vale do Rio Preto, no RJ, nesta quarta-feira (12).
Cercada pelas águas do rio que corta a cidade, ela abraçou o animal e se jogou na água. Ela foi salva após ser içada para um outro prédio, por um grupo de pessoas, no entanto o cão acabou se soltando de seus braços e desaparecendo na correnteza.
Muitos outros animais morreram com a tragédia causada pelas chuvas na região serrana do Rio de Janeiro, mas, infelizmente, essas mortes, como sempre, não estão sendo contabilizadas".
Propagandas sexistas e absurdas
Essa semana li a Super Interessante (dessa semana rsrsrs...) e a reportagem que mais me chamou a atenção foi sobre propagandas antigas e politicamente incorretas, ou seja, as mais legais!!! Entre propagandas de cigarros, armas e guloseimas, o que mais me chocou foram as propagandas sexistas de uma época em que a mulher era a esposa que TINHA que agradar a todo custo e...só isso! É muito bom observar que isso mudou (de uma certa forma) e que as mulheres não estão mais estampadas numa propaganda segurando uma vassoura ou apanhando do marido pq não fizeram o café com a marca X. Sei que é meio pesado, mas a ideia é ótima, em uma das peopagandas o título é o seguinte: "Is it always illegal to kill a woman?", "É sempre ilegal matar uma mulher?" Só pq ela se recusou a usar a nova máquina de selar cartas...podia ser outra pessoa, mas pq a mulher? Na época fazia mais sentido colocar alguém que ainda não tinha força perante a sociedade na situação mais frágil e conscequentemente...vender com "humor"!
Iniciando!!!
Aqui estou eu no meu primeiro post, excited!!!! Não tenho nada de muito fantástico pra postar por enquanto, apenas tive vontade de iniciar um blog sem muitas pretenções, mas quero fazer dele uma ferramenta das minhas comunicações pessoais, expressar minhas idéias e registrar as insanidades. Tenho tanta coisa pra falar que não sei nem por onde começar, estava pensando em um tema específico para o meu blog, mas uma amiga me encorajou a criar qq coisa pra falar qq coisa, pois pelo menos ela, vai ler tudo que eu postar...já foi um grande incentivo!!! rsrsrs...gostaria de colaborar com alguma ideia de verdade, queria abraçar uma causa, lutar por alguma coisa, denunciar, fazer a diferença...mas por enquanto, NONSENSE!!!!!!!!!!!!
Pra quem não me conhece:
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