Apresentações: 13 e 14 de Junho de 2011
O texto de J. B. Priestley, datado de 1937, utiliza o recurso do vai-e-vem temporal para fazer uma incursão sobre o envelhecimento: a jovem Kay, no dia de seu aniversário, ambientado em 1919, prevê o futuro, vinte anos depois, vislumbrando como se transformam as pessoas que a rodeiam. Esse movimento possibilita ao autor jogar com as duas faces de cada figura, estabelecendo interessante diagnóstico sobre as personalidades.
Os Conways são gente simples, ainda que ricos, e possuem traços que toda família classe média possui, razão das identificações que o "espetáculo" buscou captar. Exemplo de um teatro realista que facilmente poderia dar a impressão de desgastado, O Tempo e os Conways evidencia como o apuro técnico e artístico nos desempenhos ajuda a ultrapassar a barreira da temporalidade e projetar no presente um enredo capaz de prender o espectador. O exercício de interpretação deu início a um caminho de aprendizado, de errar e aprender com os erros. Nos deu uma noção de coletivo para que possamos dar continuidade ao longo de nossas carreiras, principalmente para aqueles que pretendem segui-la.
Que venham as próximas e que sejam sempre melhores!
Direção: Fernando Nitsch
Escola Teatro Escola Célia Helena





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